A escravidão, herança da Colônia e elemento de sustentação do regime monárquico, foi abolida às vésperas da República na culminância de célere processo político no Parlamento graças ao consenso de conservadores e liberais, o que fez eliminar a necessidade de etapas preparatórias à Lei Áurea.
O Brasil apresenta situações em que a aparente ruptura não interrompe a marcha da continuidade histórica.
Questão 41 do CACD 2026, História do Brasil. Certo ou Errado · 5 itens. Resolva aqui: a correção vem na hora, com gabarito e comentário.
O Brasil apresenta situações em que a aparente ruptura não interrompe a marcha da continuidade histórica. Da Independência à República, chegando à autodenominada Revolução de 1930, o país viveu sobressaltos institucionais que geralmente tangenciaram as bases estruturais do país, sem rompê-las integralmente. A conciliação quase sempre prevaleceu, mesmo em contextos de elevada tensão. Considerando essas observações como referência inicial, julgue os itens subsequentes, relativos ao processo histórico brasileiro da Independência ao colapso do Império.
O período regencial, entre 1831 e 1840, aprofundou o caráter unitário do Estado brasileiro, definido pela Constituição promulgada em 1824 ― com o Ato Adicional de 1834, as províncias perderam o direito de eleger seus governantes e parlamentares ― havendo consenso historiográfico de que a alteração constitucional assegurou a integridade territorial do país.
O cenário europeu entre fins do século XVIII e primeiras décadas do século XIX exerceu influência para o desmonte do antigo sistema colonial nas Américas: no Brasil, o ideário liberal-iluminista foi assimilado por movimentos libertários emancipacionistas, a exemplo das Conjurações Baiana (Revolução dos Alfaiates) e Mineira (Inconfidência).
O 7 de abril de 1831 foi interpretado por alguns atores políticos da época como a efetiva Independência do Brasil, uma vez que colocava no trono um rei brasileiro, diferentemente do que ocorrera no 7 de Setembro de 1822, que resultara na coroação de um membro da Corte metropolitana.
Em meados do século XIX, o Brasil enfrentou duas crises potencialmente perigosas no campo da política externa: a ameaça da coligação argentino-uruguaia na região platina e o confronto com a marinha britânica por causa do tráfico de escravos, com dois incidentes policiais culminando no bloqueio naval do Rio de Janeiro e no rompimento das relações diplomáticas com a Inglaterra.
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