A política exterior dos governos de Jânio Quadros e de João Goulart pautava-se pelo atrelamento a Washington, condição imposta pela radicalização ideológica interna do momento e pelas contingências da Guerra Fria.
O texto VI lembra que a Política Externa Independente (PEI) "refletia um quadro internacional favorável à obtenção de…
Questão 35 do CACD 2005, História do Brasil. Certo ou Errado · 5 itens. Resolva aqui: a correção vem na hora, com gabarito e comentário.
Texto VI – Os acontecimentos que convulsionaram o país na primeira metade dos anos 60 e que culminaram com os atos de força que depuseram Goulart não podem ser adequadamente compreendidos sem que se leve em conta o processo de transformação experimentado pelo Brasil desde 1930. Com efeito, a Era Vargas (1930-1945) havia iniciado o esforço de modernização nacional que, sob a ditadura do Estado Novo (a partir de 1937), atingira dimensão mais acentuada. Essa modernização foi bastante impulsionada na segunda metade da década de 50: era o desenvolvimentismo dos Anos JK, sintetizado no Plano de Metas e consagrado pelo lema “50 anos em 5”. Nessa conjuntura, a Política Externa Independente refletia um quadro internacional favorável à obtenção de margens mais amplas de autonomia por parte das áreas periféricas — com a consolidação das independências na Ásia, o surto de descolonização na África e o advento de novas posições (pan-africanismo, pan-arabismo, neutralismo, pacifismo) alicerçadas no conceito de Terceiro Mundo — e, ante a acentuada radicalização interna, passou a ser alvo da máxima atenção dos grupos em choque.
O texto VI lembra que a Política Externa Independente (PEI) "refletia um quadro internacional favorável à obtenção de margens mais amplas de autonomia por parte das áreas periféricas". A esse respeito, julgue (C ou E) os itens a seguir.
A PEI, ainda que não possa ser classificada como revolucionária, buscou conquistar espaços em um mundo que se transformava rapidamente e em que as áreas periféricas do capitalismo procuravam encontrar meios para a superação do subdesenvolvimento.
Os grupos que, internamente, à direita ou à esquerda, lutavam pela conquista do Estado como instrumento para a implementação de seus projetos não se apropriaram do tema política externa. Certamente, isso se deveu à pouca importância atribuída ao tema ao longo da história brasileira.
Os grupos políticos que lutavam pelas reformas de base hostilizaram a PEI, justamente por considerá-la tímida em excesso ante uma ordem internacional injusta e reprodutora das desigualdades sociais e regionais.
O texto confirma a tese de que a PEI, apesar de sua retórica atraente aos embates ideológicos que então se travavam no Brasil, teve importância não mais que secundária nos debates parlamentares que antecederam - e prepararam - o cenário para o golpe de 1964.
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