Em 2018, a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) retomou o debate a respeito do princípio da responsabilidade de…
Questão 1 do CACD 2022, Política Internacional. Questão discursiva. Resolva aqui: a correção vem na hora, com gabarito e comentário.
Os líderes globais endossaram unanimemente a responsabilidade de proteger na Cúpula Mundial de 2005. Após [...] um tempo de divisões globais profundas, isto foi um avanço. O imperativo estava claro: fazer mais para proteger as pessoas, e fazê-lo como uma comunidade internacional unida. No entanto, hoje ainda há o receio de que o princípio possa ser usado para realizar ações coletivas voltadas a outros propósitos além daqueles acordados nessa cúpula. Há também preocupações acerca de possíveis padrões duplos e do uso seletivo do princípio no passado. É por isso que esses diálogos abertos e francos são necessários para dissipar equívocos e desconfianças. Temos que forjar um entendimento mútuo e estabelecer um apoio forte à responsabilidade de proteger como uma ferramenta de proteção e prevenção. [...] Neste momento de desafios extremos, não devemos abandonar tal responsabilidade e nem a deixar em estado de animação suspensa, finamente articulada em palavras, mas violada, por vezes, na prática.
Leia, com atenção, o excerto a seguir.
Em 2018, a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) retomou o debate a respeito do princípio da responsabilidade de proteger (responsibility to protect – R2P). Nessa ocasião, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se pronunciou para manifestar preocupações com relação ao emprego desse princípio e, ao mesmo tempo, para reforçá-lo. Se, por um lado, há desconfianças quanto à eficácia da responsabilidade de proteger, por outro, as alternativas a ele parecem ter perdido espaço na agenda onusiana. Considerando que o excerto apresentado tem caráter meramente motivador, redija um texto dissertativo acerca do princípio da responsabilidade de proteger. Aborde, necessariamente, os seguintes tópicos:
- o surgimento do princípio da responsabilidade de proteger no âmbito da construção do argumento humanitário a partir dos anos de 1980 até 2005;
- a contestação do princípio da responsabilidade de proteger na Cúpula Mundial de 2005;
- os pilares do princípio da responsabilidade de proteger; e
- a adoção do princípio da responsabilidade de proteger no caso da Líbia, em 2011, e suas implicações para situações posteriores.
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