A crise do Estado nacional, de crescente visibilidade a partir dos últimos decênios do século XX, na proporção direta em que avulta a atuação das grandes corporações transnacionais, adquire em larga porção da Ásia dimensão ainda maior. Na base da explicação desse fenômeno, como deixa entrever o texto, reside o que alguns especialistas denominam de baixa densidade histórica, que se explicaria pelo fato de serem Estados recentes, constituídos apenas no século XX.
A crise do Estado nacional, de crescente visibilidade a partir dos últimos decênios do século XX, na proporção direta…
Questão 11 do CACD 2003, Política Internacional. Certo ou Errado · 5 itens. Resolva aqui: a correção vem na hora, com gabarito e comentário.
Nas últimas décadas do século XX e até a crise financeira de 1977, o leste asiático foi o espaço mais dinâmico da economia capitalista, aumentando de forma geométrica sua participação na riqueza mundial. Naquela região do mundo, entretanto, a maior parte dos Estados nasceu no século XX, sobre bases territoriais, sociais e culturais milenares. Na Europa, a unificação é, sem dúvida, o fenômeno contemporâneo que mais instiga o imaginário e estimula a crença no fim dos Estados nacionais. Afinal, foi ali que eles nasceram, nos séculos XV e XVI, junto com a própria idéia de soberania, mas não há nada que corrobore essa crença, no processo de unificação européia, porque ninguém ali está se propondo dissolver em uma globalidade abstrata e cosmopolita. Se há algum lugar no mundo — além da dramática decomposição de alguns quase-países africanos — onde se pode falar de Estados fracos ou fragilizados pelo processo de globalização financeira é no território dos chamados mercados emergentes, em particular na América Latina.
A partir da análise contida no texto acima e também considerando os múltiplos aspectos da ordem política e econômica do mundo contemporâneo, julgue os itens seguintes.
Infere-se do texto que o projeto da União Européia, paciente e meticulosamente construído ao longo dos anos, em um processo ainda inconcluso que se iniciou no pós-Segunda Guerra Mundial, volta-se para a criação de um superestado, que, sem dissolver seus integrantes "em uma globalidade abstrata e cosmopolita", tenha condições de concorrer pelo poder e pela riqueza mundiais, em um cenário global de acentuada competitividade.
O último parágrafo do texto permite supor que o autor acredita que o modelo de inserção internacional praticado por vários países latino-americanos, a partir das duas décadas finais do século XX, tenha exposto suas economias a uma situação de acentuada vulnerabilidade externa, por desregulá-las e abrir suas fronteiras sem os indispensáveis mecanismos de proteção.
No Cone Sul, o processo de integração que levaria ao Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) teve sua origem na aproximação argentino-brasileira, em meados da década de 80 do século XX, conduzida pelos presidentes Raúl Alfonsín e José Sarney. Naquela conjuntura de crise econômica, ambos os Estados viviam os primeiros passos da experiência de recomposição da democracia após cerca de duas décadas de regime autoritário, sob o comando de militares.
Em meio a inegáveis resultados positivos, o MERCOSUL ainda não conseguiu superar alguns obstáculos e, sob determinada ótica, resultou em pontos flagrantemente negativos. Entre esses, destaca-se o fato de que a notável ampliação do volume de trocas entre Brasil e Argentina acabou por hiperatrofiar o comércio entre o Brasil e os demais parceiros (Uruguai e Paraguai), além de, paradoxalmente, a integração regional ter reduzido o poder de barganha de seus membros - como bloco ou isoladamente - no competitivo mercado mundial.
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